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[Projeto BLC] Postagem #02 - Livros ou Travessuras?

Esta postagem faz parte do Projeto Blogagem Literária Coletiva, promovido pelos blogs Chá & Livros, Os Literatos e Diário de uma Livromaníaca.



Hey, bookworms! Foi divulgado o tema da segunda postagem do Projeto Blogagem Coletiva e é claro que nós do Fofocas Literárias não iríamos ficar de fora!

Tenho que confessar que eu e a Ju A-MA-MOS o tema "Livros ou Travessuras" e ficamos super animadas em fazer este post em clima de Halloween.

O desafio consiste em associar os famosos personagens dos filmes e livros de terror a algum livro que a gente tenha lido.

Como somos em duas aqui no blog, a gente resolveu cada uma comentar sobre 5 livros, por isso os nomes na frente de cada resposta.

Bom, aqui vamos nós e esperamos que vocês curtam a brincadeira...

Livros ou Travessuras?

1 - Livro Drácula: Os vampiros são caracterizados por sugar o sangue alheio, cite aquele livro que sugou todas as suas forças, deixando você sem ar.

Gabi: Definitivamente Cinquenta Tons de Cinza da E.L. James.
Confesso que na época não conhecia esse gênero de leitura e nem sabia muito bem a história do livro, mas a Ju tinha me indicado e eu meio que comprei às cegas. Mas "Meeeu Deeeus do Céééu!!!", logo nas primeiras cenas fiquei sem ar e acho que fiquei assim até o fim do terceiro livro, hahaha.
Ok, a trama nem é tão sensacional, mas ninguém pode acusar a autora de não saber escrever sobre um romance quente. Eu A-M-E-I!!


2 - Livro Fantasma: É de consenso geral que os fantasmas existem nas histórias de terror para assustar e assombrar a todos. Comente sobre aquele livro que te assombrou durante muito tempo.

Gabi: É um livro que eu li em inglês, mas ele realmente me assombrou por um tempão.
Chama Blind Ossession (Cega Obssessão) da Ella Frank, e a autora fez uma coisa super legal, ela criou um blog pro livro. Acontece que uma das protagonistas toca violino, enquanto que o protagonista é artista, então em várias cenas do livro a autora pedia pra você entrar no blog pra acompanhar determinada cena com determinada música, ou ver como uma obra tinha ficado quando pronta.
Resultado, um dos livros mais marcantes da minha vida. A história é linda, apesar de ser um livro triste, mas com certeza é um romance inesquecível que me assombra até hoje.

3 - Livro Lobisomem: Tal qual a licantropia que passa de mordida por mordida, cite um livro que você gostou tanto que indicou a várias pessoas.

Ju: Bom, como existem vários livros que eu gosto muito e que indico pra todo mundo, vou falar do mais recente deles: Eleanor & Park da Rainbow Rowell.
Este livro é tão especial, tão fofo, tão bem escrito e tão real, que mexeu muito comigo. Eu simplesmente DEVOREI esse livro, foi uma daquelas leituras ininterruptas, tipo: "meu Deus, não posso nem parar pra comer porque a leitura tá muito boa", rsrsrs.
Pra quem gosta de um romance fofo e bem estruturado, com temas cotidianos bem inseridos e, claro, com uma playlist maravilhosa, "Eleanor & Park" é um prato cheio, sem dúvida alguma. RECOMENDADÍSSIMO!

4 - Livro Bruxa: Bruxas são famosas por jogarem feitiços e maldições nas pessoas. Portanto, conte-nos qual livro que te enfeitiçou, pode ser tanto de forma positiva quanto negativa.

Ju: Pra não ficar só falando de livros que eu gostei. Vou escolher um livro que lançou um feitiço negro maligno e muito poderoso sobre mim: Charlotte Street de Danny Wallace. Eu detestei esse livro! Primeiramente, porque ele traz uma frase tão tão tão MENTIROSA na capa: "Um romance engraçado e irreverente. Uma história de amor...". Gente, essa é a maior mentira de todos os tempos! Me lembro como se fosse ontem, eu na Bienal do Livro de SP, em 2012, e toda a divulgação que a Novo Conceito fez em cima desse livro, prometendo um romance maravilhoso. Não pensei duas vezes e comprei. POR UM PREÇO ABSURDAMENTE CARO! Quanto arrependimento! Passei umas belas 200 páginas ouvindo relatos de um homem a beira do fracasso, sendo bem otimista. E o tal romance citado na capa? Puff... Não vi nem o cheiro. O protagonista tinha visto a mocinha uma única vez e nem sequer falou com ela. Gente, eu já havia passado da metade do livro e NADA de romance. NADA MESMO! Enfim, não recomendo esse livro pra nada, talvez apenas para peso de porta, pois o danado é bem grandinho!

5 - Livro Frankenstein: Infelizmente, o Frankenstein é aquele personagem o qual as pessoas julgam pela sua aparência aterrorizadora. Em sua homenagem, comente aquele livro que a princípio você julgou mal pela capa, mas ao ler você acabou gostando da história.

Ju: Adorei essa história de "Livro Frankenstein", rs. Sei que essa história de julgar mal pela capa já aconteceu comigo e sei que foi mais de uma vez, mas rapidamente o primeiro livro que me vem à mente é: @mor do Daniel Glattauer.
Gente, sejamos honestos, que capinha mais feiosa essa que a editora Suma das Letras escolheu pro lançamento de @mor aqui no Brasil.
Hoje em dia o livro tem uma capa linda e que eu morro de vontade de ter na minha estante, mas, como venci meus preconceitos e comprei o livro mesmo com a capa feiiinha, tenho que me contentar com essa feiurinha na estante.
Pra compensar esse tremendo erro na escolha da capa, temos um livro divertido, fofo, irreverente, adulto e honesto. Adorei a história, a narrativa em e-mails e a forma como o autor conduziu as coisas. Só preciso alertá-los de uma coisa: esse livro tem continuação e, infelizmente, ela é um pouco decepcionante - ao menos, foi decepcionante para mim.


6 - Livro Zombie: O Zombie é aquele personagem clássico que não dorme. Qual foi o livro que te fez ficar acordada a noite toda sem conseguir parar de ler?

Gabi: Olha, sem dúvida nenhuma esse eu sei que seria a resposta da Ju também. Trata-se de um livro que infelizmente não foi traduzido pro português, mas que é lindo, tudo de bom, maravilhoso, apaixonante, daqueles que você não vai querer largar nem pra tomar banho!!!
O livro chama-se The Boy Who Sneaks In My Bedroom Window da Kirsty Moseley e, se eu fosse você, eu corria AGORA pra comprar e começar a ler ele HOJE. Você não vai se arrepender!!! Este é um daqueles livros favoritos pra vida toda, sabe? Que te faz suspirar e sonhar e querer estar no lugar da personagem principal em diversas passagens... Enfim, SUPER RECOMENDO!

7 - Livro Gato Preto: Essa é aquela lenda que você não sabe se acredita ou não e acaba ficando confuso. Sendo assim, fale daquele livro que te deixou confuso, sem saber muito bem como reagir a ele.

Ju: Essa deu trabalho, rs! Depois de muito pensar me lembrei do livro Ladrão de Almas da Alma Katsu. Esse livro é realmente contraditório, começa com uma narrativa sutil e envolvente e de repente insere questões bem pesadas. Você acompanha a personagem principal fazer de TUDO por aquilo que deseja e as consequências de suas escolhas. Por mais que alguns pontos tenham me irritado e que muitas das decisões da protagonista tenham ido contra tudo aquilo que acredito, eu não conseguia larga o livro, li em 2 ou 3 dias (não me lembro agora), e no final fiquei com uma sensação bem estranha, um sentimento de confusão, não sabendo definir se gostei ou não do livro. Até hoje não tenho um posicionamento formado, quem sabe com uma segunda leitura, né?

8 - Livro Fogueira: A fogueira foi a causa das mortes injustas de muitas “bruxas”, assim como um símbolo presente em várias narrativas de horror. Conte sobre aquele livro que acendeu uma chama interior e te deixou pegando fogo de tanta raiva.

Gabi: Hahaha! Esse é fácil! Foi um livro que a fofíssima cofundadora do blog Ju me indicou.
Chama-se Cretino Irresistível da Christina Lauren.
Me desculpem pra vocês que gostaram desse livro, mas eu simplesmente ODIEI!!!
Eu não gostei de nenhum dos dois protagonistas, além de ter achado a história ruim de doer. O grande problema, e é daí que vem tanta raiva, eu não consigo parar um livro na metade, por pior que ele seja. Resultado: no fim do livro eu queria matar os personagens principais e a Juliana hahaha

9 - Livro Cavaleiro Sem Cabeça: Diz a lenda que o Cavaleiro que assombrava Sleepy Hollow perdeu a cabeça durante a Guerra da Independência dos EUA. Porém aqui o que faz perder qualquer parte do corpo são os livros, por isso, conte-nos sobre aquele livro que te fez perder a cabeça, ou seja, a compostura.

Gabi: Para este aqui acho que minha resposta seria o Toda Sua da Sylvia Day. Quando eu li ele a primeira vez (sim eu reli ele umas 8 vezes, sem exagero hahaha) eu me apaixonei pelo Gideon Cross. Ai Meu Deus que homem maravilhoso!!! Sabe aqueles livros que você se apaixona de cara pelos personagens? Foi assim, e aí já viu né, não tem mais jeito, perde até a rumo, hahaha.
Apesar da autora ter me decepcionado nos últimos tempos com toda essa enrolação com o término da série, o Gideon Cross ainda me faz até hoje perder a compostura.

10 - Livro Cemitério: O cemitério é um cenário clássico do Halloween e das narrativas de terror, ele é considerado um lugar terrivelmente calmo e silencioso, reservado para o sepultamento dos mortos. Para caracterizar o cemitério, cite aquele livro que você enterrou na sua estante, não terminou de ler ou nem mesmo começou, seja por ter esquecido ou por ter desanimado com a história.

Ju: Devo admitir que não deveria ter criado tantas expectativas sobre este livro. A capa, o título e a sinopse me deixaram com muita vontade de ler À Caça de Harry Winston da Lauren Weisberger. Fiquei doida quando descobri que a Gabi tinha e o livro e fui logo pedindo emprestado. Pulei toda a minha fila de leitura e comecei a ler... Inicialmente não vi nenhum problema, a história se desenvolvia bem, a premissa era interessante - gostei muito desse negócio de ser um livro sobre três amigas, ainda mais por uma delas ser brasileira. Mas - claro que tinha que ter um "mas" - em determinado ponto, o livro foca em Leigh, a amiga que tem um beeelo namorado e uma carreira de sucesso. O problema é que a Leigh é a mais chata das três amigas. Tão chata, mas tão chata que se tornou a responsável pelo abandono de um livro que tinha tudo pra se tornar um dos meus queridinhos. Infelizmente o descontentamento dela para com sua vida perfeita me irritou muito. Enfim, o livro DA GABI tá lá na MINHA ESTANTE até hoje (sorry, Gabi =/ rs)!


Bom, é isso. Gostaram do nosso TOP 10 - Livros ou Travessuras? Conta pra gente quais livros estariam na lista de vocês, vamos adorar saber... =)

[Projeto BLC] Postagem #01


Esta postagem faz parte do Projeto Blogagem Literária Coletiva promovido pelos Blogs Os Literatos, Chá & Livros e Diário de uma Livromaníaca.

Hello Bookworms! Nós do Fofocas Literárias estamos participando de um projeto chamado Blogagem Literária Coletiva, em que diversos temas serão fornecidos de tempos em tempos e todos os blogs participantes farão postagens sobre esse tema determinado. A ideia é divulgar os blogs e as diferentes abordagens de cada tema... E é claro que o Fofocas Literárias não podia ficar de fora.

O primeiro tema é o chamado "Estagiária do John Green", nele devemos escolher uma cena do livro para reescrevê-la, ou acrescentar alguma cena no começo, meio ou fim do livro.

Bom, eu escolhi uma abordagem um pouquinho diferente e resolvi fazer um Epílogo para o livro, passados 5 anos. Espero que vocês gostem e em breve voltaremos com mais postagens do projeto.




Epílogo – A Culpa é das Estrelas


5 anos depois...


Hazel está sentada em um pequeno café próximo à universidade, é o mês de outubro, então o tempo já está bem frio, com o vento do lado de fora balançando as árvores e fazendo traquinagens com os chapéus, lenços e gravatas dos pedestres.

Enquanto esquenta suas mãos em uma xícara de café, ela observa as pessoas na rua. O tempo passou e sua vida mudou muito nos últimos 5 anos, o pós Gus como gostava de chamar. Se formou na faculdade, iniciou seu mestrado e estava trabalhando. Sua família também tinha seguido em frente e depois de tantas provações, estavam todos finalmente bem.

Distraída, Hazel não percebe que está com um leve sorriso no rosto. Quando volta os olhos para o interior do café, repara no jovem sentado na mesa em frente a sua, sorrindo em sua direção.

Ele era bonito de um jeito casual, Hazel havia aprendido com todas as provações de sua vida a apreciar os detalhes e a beleza nas pequenas coisas na vida. Observando-o notou que seus cabelos eram cacheados e loiros, e estavam levemente despenteados, como se o vento os tivesse bagunçado, mas ainda assim o deixando com uma aparência adorável. Seus olhos eram uma mistura de verde e azul, daqueles que mudam conforme a luz do local. Seu rosto era retangular e levemente oval, com um nariz que contava uma história de traquinagem e os lábios que agora sorriam com intensidade para ela, eram cheios, com uma aparência quase feminina.

O café era pequeno, fazendo com que as mesas ficassem bem próximas umas das outras, criando um ambiente mais aconchegante, quase como o de uma casa para as pessoas que o frequentavam. Por isso, sem se levantar, Hazel o olhou novamente, ainda com um sorriso nos lábios e perguntou:

- Espero que esse sorriso não seja por causa de algum bigode de café que eu esteja.

- Claro que não. Se eu disser que estava apreciando a vista você vai dizer que sou um clichê ambulante. Então vou partir para o lado mais poético. – Disse ele rindo. – Estava contemplando a paz e tranquilidade que você estava transmitindo. Daria tudo para estar em seus pensamentos e saber o que a estava fazendo tão feliz.

Hazel se levanta e senta-se à mesa do seu mais novo amigo, afinal, pessoas estranhas são apenas amigos que não fizemos e ela levava esse ditado à risca quando se tratava de conhecer novas pessoas. Finalmente, diz:

- Estava pensando em várias coisas, dificilmente me contento em pensar em apenas uma coisa por vez, a vida é muito curta para sermos mesquinhos com nossos pensamentos. Uma pessoa muito importante pra mim me ensinou que na vida, às vezes precisamos colocar nossos medos e inseguranças entre os dentes e impedir que nos façam mal. Você já ouviu falar na metáfora do cigarro?

- Hmm, confesso que não me lembro de ter ouvido nenhuma metáfora que envolvesse cigarros.

- Bem, eu costumava conhecer um sábio, um jovem sábio, podemos chamá-lo assim. Ele sempre andava com um cigarro entre os dentes, mas nunca o acendia. Um dia eu perguntei a ele o porquê disso e se ele sabia que o cigarro poderia matá-lo. Ele me respondeu: “É uma metáfora, eles não matam se você não acender. Tipo: você coloca a coisa que mata entre os dentes, mas não dá a ela o poder de completar o serviço.”

- Nossa, esse seu amigo era realmente muito sábio.

Com um sorriso triste Hazel respondeu:

- Ele era mais que um amigo, era um irmão, um mentor, uma alma compatível.

- Eu sinto muito, não sei o que aconteceu com ele, mas sei que é uma pena eu não tê-lo conhecido.

- Não sinta, existem coisas na vida que acontecem por um motivo. Nós vivenciamos exatamente aquilo que precisamos aprender para evoluirmos como pessoas. As coisas e pessoas ao nosso redor fazem parte desse aprendizado por diferentes períodos de tempo. Gus fez parte da minha vida por um curto, porém intenso pedaço de tempo e levarei seus ensinamentos pro resto da minha vida. Hey, falando nisso, já que somos amigos agora, porque você não me fala seu nome.

- Hahaha claro, como pude me esquecer. Você é tão fascinante que perguntar um nome nem me passou pela cabeça. Meu nome é John Carter, mas pode me chamar de Johnny amiga.

- Bom Johnny, meu nome é Hazel Grace e pode me chamar do que você quiser, não tenho apego sentimental a nenhum apelido. AH MEU DEUS!! Eu não acredito nisso?!

Johnny olha espantado para os lados, procurando a fonte de tamanha euforia. Quando percebe que Hazel está olhando para seu exemplar gasto, ainda que bem conservado de Uma Aflição Imperial de Peter Von Houten.

- Você é fã? Perguntou Johnny, apontando para o livro.

- Bem, eu costumava ser fã do autor e do livro, mas hoje em dia sou só fã da obra mesmo.

- Algum motivo especial? Eu confesso que acho a obra incrível, já reli umas cem vezes, mas sempre achei que o autor passava um ar de melancolia que não parecia combinar com alguém que escreve tão bem.

- Se eu te contar que eu o conheci pessoalmente e essa imagem não é apenas uma impressão, mas a realidade, você acreditaria?

- Claro que acreditaria, você me parece capaz de fazer tudo. - Disse sorrindo novamente.

Hazel sorri de volta e responde:

- Olha, eu não sei quanto essa parte de fazer tudo, mas eu sei que quando o conheci, pelo menos pude provar a minha teoria sobre ele.

- Que teoria?

- Que ele é a única pessoa que eu conheço que parece (a) entender o que é estar morrendo e (b) não ter morrido.

- É uma boa teoria, apesar de não saber como isso me faz sentir. Pensar que alguém pode ser tão profundo e ao mesmo tempo tão atormentado. Essa é uma obra daquelas que você lê e relê, que você pega da metade só para entrar no meio de uma cena, que você divaga sobre o futuro das personagens depois da última página, é um daqueles livros que você retira frases e as guarda consigo. Hey, sabe aquela cena em que a Anna..

E foi assim, sentada naquele pequeno café, conversando com Johnny sobre as nuances e perspectivas de Peter Von Houten, em uma bela tarde de outono, que Hazel soube de fato que sempre levaria Gus e suas experiências e ensinamentos consigo, mas que também seguiria em frente e seria feliz todos os dias de sua vida, sendo capaz de sorrir e se entregar para vida quantas vezes tivesse a oportunidade, sabendo que no fim, tudo ficaria bem.
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